segunda-feira, 15 de agosto de 2011

15 de Agosto de 2011 - Amo muito tudo isso.

Mais uma semana começando, e já é a quarta que eu to aqui! Dá pra acreditar? Poisé, eu não. Domingo, dia 21 de agosto, completo um mês em Moçambique. Tipo, o tempo aqui passa muito rápido. É porque a gente nunca fica parado, sempre inventa alguma coisa pra fazer. E tem trabalho todo dia, é uma correria. Essa semana foi mais tranquila pra mim, por que os meus chefes saíram do escritório, e eu fiquei apenas fazendo serviços daqui. Isso foi bom, mas foi pior porque não teve saída de campo, pra conhecer e eu palestrar. Ao invés disso, eu ia fazer um encontro de jovens no sábado (13), mas tive que adiar, porque um dos meus chefes me convidou pra ir no noivado da sobrinha dele, em Zimpeto – Maputo. Pois bem. Mas vou falar um pouco mais sobre a semana que eu vivi. Na segunda, fomos no aniver do Dércio (um dos que coordenam a Aiesec de Moçambique). Foi no Pirata’s, uma espécie de pizzaria (restaurante, bar), MUITO boa. Comi horrores de pizza. Matei a minha sede (?) de pizza. Foi também a despedida da Thaís e da Lidiane, duas pessoinhas maravilhosas, que tive a honra de conviver, mesmo que por pouco tempo. Na terça, depois do trabalho, fui encontrar o pessoal no centro (já sabem que quando falo no pessoal, me refiro a Maiara, Nuno, Sara, Nuninho e João – intercambistas que moram comigo no alojamento). Fizemos uma caminhada até em casa. Cada metical economizado, seja em chapa, tchopela (moto-táxi), ou em táxi, já é importante. Na quinta, teve o tradicional encontro no Alfacinha, só que ultimamente só eu, o pessoal, e poucos da Aiesec têm comparecido. Os demais meio que sumiram. É complicado, porque começaram as aulas aqui também, e pra alguns não dá de vir. Mesmo assim, vamos todas as quintas, discutir as experiências, o que cada um tá achando do estágio, e beber umas 2M’s. No sábado, como havia já dito, fui no noivado da Preciosa, sobrinha do meu chefe. Caraaaaaa, que diferente. Estranho é a palavra, mas fica parecendo que foi ruim, coisa que não foi. Então foi diferente. É extremamente arcaico. Ou melhor, tradicional. Os pais da noiva dão a noiva, em troca de um dote da família do noivo. No caso da Preciosa, foram acertados 9000 meticais (alguma coisa entre 475 reais (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)), mais presentes, roupas e algumas jóias, em troca da moça (É ISSO MESMO!). Lembrou de “O Clone”, certo?. Sim, é por aí. A tradição é essa ainda, mas é um tanto diferente, porque, nesse caso, a noiva já tinha uma idade plausível pra noivar (23 anos). E na tradição islâmica, pode-se casar bem mais nova, até acertar quando crianças. Depois do acerto entre as famílias, que tiveram que entrar em consenso porque faltaram 3000 meticais, houve danças e almoço – bem bom. E eu, bem chupim como sempre, tava lá, usurpando comida alheia, conversando com as tias e batendo muitas fotos – pra vocês também. Me agradeçam depois. Tipo, foi uma das coisas que, no futuro, vou lembrar exatamente, e vou contar pra amigos, filhos, netos, e quem mais quiser ouvir. 
Exposição dos dotes para a família da noiva

Hora do acordo

Noiva (de laranja, junto com os dotes)

Dança entre famílias

Noiva - linda!

Noiva, já pronta e usando as jóias do noivo

Hora do rangooo!

Eu e a noiva :)

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