SHOOOOW! Como sempre. Cada vez menos tenho do que reclamar de tudo o que acontece por aqui. Não sei, me adaptei a tudo, e, mesmo que a situação seja crítica, complicada, acabo encontrando soluções e saindo por cima. Esse era o meu objetivo enquanto estivesse aqui: superar os meus limites. Tudo tem corrido conforme o planejado. Bem, nem sempre, mas na maioria dos casos acontece como eu quero. Tudo isso devo ao pessoal do Brasil, porque sei que muitos têm rezado por mim, pedindo minha proteção e bem-estar, principalmente minha mãe. Parte de tudo o que eu to vivendo aqui é por causa dela, por ela me segurar na sua fé inabalável. Claro, eu tenho fé também, muita, e eu oro muito por mim e por quem eu deixei no Brasil. É essencial. Por falar nisso, na sexta-feira (05/08), fui visitar uma igreja aqui em Maputo, a Missão Ágape. Ela é associada à organização na qual eu trabalho, e me pediram pra eu ir visitar as crianças de lá. Fui, e adorei. São crianças lindas, amáveis e carentes (nos dois sentidos, pobres e de amor). Tentei satisfazê-los, levando carinho, e muitas balas. Nem preciso descrever o que eles sentiram. Cantamos, dançamos, oramos, comemos, todos juntos. Foi único, assim como na outra experiência com crianças. Depois, quando saímos, eu e o meu chefe passeamos pela cidade, ele me mostrou vários lugares, uns chiquééééérrimos, e outros paupéééérrimos. Passamos pela casa do presidente, dos ministros, e não dá de dizer que é de país de terceiro mundo. Lembrou-me outro país aí, né. No sábado teve LC Meeting, uma espécie de pique-nique com os intercambistas e o pessoal da Aiesec de Maputo. Foi legal, conversamos, batemos foto e tal. Aquela coisa. No domingo, fui ao culto da Igreja que eu estava na sexta. As crianças me convidaram, disseram que ia me fazer uma homenagem *-*. Claro que eu fui, e claro que eu ameeeeei o que eles me fizeram. Por que assim, eu os ensinei a cantar a música “Como Zaqueu”, com gestos, caras e bocas e tudo o mais. Daí no culto, eles subiram no altar e, meio atrapalhados, mas lindos, cantaram a música que eu tinha ensinado, como todos os gestos direitinhos. Cara, eu chorei, não aguentei. É aí que a gente vê que tudo o que a gente faz pra ajudar vale a pena. Vale a galinha inteira. Depois o Pastor me chamou lá em cima (na verdade, eu e o Cris, porque eu levei ele comigo haha), e pediu pra dizermos algumas palavras. Eu, pra variar, me estendi, falei várias coisas. O Cris falou também, mas foi mais breve (envergonhado – acreditem se quiserem). OK, missão cumprida. Depois do culto eu, Cris, Maiara, Nunão, Nuninho, Sara, Taís, Lidiane e João fomos ao Mercado do Peixe. Pensei “Nooooossa, quero me empanturrar de peixe”, mas comi pouco. O que importa é que comi COMIDA de verdade: arroz, peixe, batata-frita, salada. Muito bom, muito bom, muito bom. Quando caí na cama, entrei em coma. Ninguém mais me acordou. Disseram que tinha uma barulheira na rua. Nem aí u.u That’s all, folks.
Não, não é tudo ainda. Não contei do pastor (não os que eu conheci nos cultos. É outro, com outra história). Mas fica pra depois.
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